Uma mulher de 42 anos, identificada como Kellen Oliveira Bretas Antunes, está internada em estado grave em Belo Horizonte após utilizar o remédio ilegal Lipoless, conhecido como “caneta emagrecedora”, contrabandeado do Paraguai. O medicamento não possui registro na Anvisa e teria desencadeado complicações graves, incluindo a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica rara que pode levar à paralisia total. Kellen está hospitalizada desde dezembro de 2025 e permanece sem movimentos, respirando com auxílio de aparelhos.
O Lipoless é vendido de forma irregular em redes sociais e plataformas digitais, prometendo emagrecimento rápido. Ele contém substâncias análogas à tirzepatida, princípio ativo de medicamentos como o Mounjaro, usado para tratar diabetes e obesidade. No entanto, sem controle de qualidade e sem autorização oficial, o uso representa sérios riscos à saúde. Em novembro de 2025, a Anvisa suspendeu a circulação de diversas versões dessas canetas, incluindo Lipoless, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar, proibindo inclusive importações pessoais.

Em Belo Horizonte, a Vigilância Sanitária recebeu denúncias sobre o uso irregular desses produtos e realizou fiscalizações em estabelecimentos. Em um deles, foi constatado fracionamento ilegal de medicamentos, resultando em multa. Outro local inspecionado não apresentou irregularidades. As autoridades reforçam que apenas farmácias de manipulação licenciadas podem manejar medicamentos e alertam para os perigos do consumo de substâncias sem procedência.
O caso de Kellen expõe os riscos do uso de remédios contrabandeados para emagrecimento e reforça a necessidade de acompanhamento médico em qualquer tratamento. O uso indiscriminado de produtos ilegais pode causar complicações irreversíveis, como paralisia e até risco de morte.
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