O Brasil deve enfrentar uma nova onda de calor durante a semana do Natal, com temperaturas elevadas e acima da média em grande parte do país. O fenômeno é provocado pela atuação de uma massa de ar quente e seco, reforçada por um bloqueio atmosférico, que impede o avanço de frentes frias e mantém o tempo firme e abafado por vários dias consecutivos.

De acordo com meteorologistas, uma onda de calor é caracterizada quando as temperaturas ficam ao menos 5 °C acima da média climatológica por um período prolongado. Esse cenário deve se confirmar principalmente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e parte do Sul, onde os termômetros podem marcar entre 33 °C e 38 °C, dependendo da localidade.
No Sudeste, estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais devem registrar calor intenso, com máximas elevadas e noites quentes, o que aumenta a sensação de desconforto térmico. Em áreas urbanas, o efeito das ilhas de calor pode intensificar ainda mais as temperaturas.
No Centro-Oeste, o calor também será persistente, especialmente em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, com predomínio de sol forte e baixa circulação de ventos. Já no Sul do país, o calor será mais intenso antes do Natal, com possibilidade de leve alívio nos dias seguintes, à medida que áreas de instabilidade avancem pela região.
No Norte e Nordeste, embora a onda de calor não seja caracterizada de forma clássica, muitas áreas do interior continuarão registrando temperaturas elevadas, enquanto o litoral pode ter algum alívio por conta da umidade e dos ventos marítimos.
Mesmo com o calor predominante, há previsão de chuvas isoladas, típicas do verão. Essas precipitações devem ocorrer de forma rápida e localizada, acompanhadas por raios e rajadas de vento, mas sem reduzir de maneira significativa o calor, já que o ar quente permanece atuando após as pancadas.
O calor intenso pode provocar uma série de impactos, como:
- Aumento no consumo de energia elétrica, devido ao maior uso de ventiladores e ar-condicionado;
- Desconforto térmico elevado, principalmente durante a noite;
- Riscos à saúde, como desidratação, queda de pressão e exaustão térmica.
Autoridades e especialistas recomendam ingerir bastante líquido, evitar atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes do dia, usar roupas leves e buscar locais ventilados ou com sombra.
A tendência é que a onda de calor perca força gradualmente após o período natalino, com o retorno mais organizado das chuvas em algumas regiões do país.
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