O ano de 2025 entrou para a história da economia brasileira como um período de avanços sociais e estabilidade, mas também de tensões e desafios que exigiram resiliência. A inflação permaneceu sob controle, dentro da meta estabelecida pelo governo, o que trouxe alívio para consumidores e empresas. Ao mesmo tempo, o desemprego caiu para o menor nível em mais de uma década, sinalizando uma recuperação consistente do mercado de trabalho.


Apesar dos indicadores positivos, o país enfrentou obstáculos significativos. A taxa Selic alcançou 15% em junho, o maior patamar em 20 anos, e se manteve elevada até o fim do ano. Essa política monetária restritiva freou o crescimento do PIB, que avançou de forma mais moderada em comparação a 2024. O chamado “tarifaço” global, impulsionado pelos Estados Unidos, redesenhou o comércio internacional e trouxe impactos diretos para o Brasil, especialmente em setores dependentes das exportações.
No cenário internacional, a desaceleração da China afetou o agronegócio brasileiro, ainda que o setor tenha se mantido como motor da economia nacional. Ao mesmo tempo, a realização da COP 30 em Belém reforçou o papel do Brasil na agenda climática mundial, atraindo investimentos voltados para sustentabilidade e energias renováveis.
O balanço de 2025 mostra um país que conseguiu reduzir a pobreza extrema a níveis históricos, mas que ainda convive com pressões externas e internas. O desafio para 2026 será encontrar o equilíbrio entre crescimento sustentável e inclusão social, em um ambiente global marcado por incertezas e transformações rápidas.

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