Cerca de 13 milhões de mosquitos Aedes aegypti modificados foram liberados no Distrito Federal como parte de uma estratégia inovadora para conter o avanço da dengue. Conhecidos popularmente como “mosquitos amigos”, esses insetos carregam uma bactéria chamada Wolbachia, que impede a transmissão de vírus como dengue, zika e chikungunya. A iniciativa é fruto de uma parceria entre instituições de pesquisa e autoridades de saúde, que buscam alternativas eficazes diante do aumento expressivo de casos registrados na região.
O método consiste em introduzir a bactéria nos mosquitos, que ao se reproduzirem transmitem a Wolbachia para as próximas gerações. Com isso, a população de insetos capaz de transmitir doenças diminui gradualmente, sem causar impacto negativo ao meio ambiente. Essa técnica já foi aplicada em outros estados brasileiros e em países como Austrália e Indonésia, apresentando resultados promissores na redução da circulação dos vírus.
A soltura dos mosquitos no DF ocorre em um momento crítico, em que os números da dengue preocupam autoridades e moradores. A expectativa é que, com a expansão do projeto, seja possível reduzir significativamente os casos e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde. Além disso, a ação reforça a importância da ciência e da inovação no enfrentamento de problemas de saúde pública, mostrando que soluções sustentáveis podem transformar a realidade de comunidades inteiras.
Esse tipo de iniciativa também busca conscientizar a população sobre a necessidade de manter medidas preventivas, como eliminar focos de água parada, já que o combate à dengue depende da combinação entre tecnologia e participação ativa da sociedade.
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