Um passaporte vencido em nome de Eliza Samudio foi encontrado em Portugal no fim de 2025, reacendendo lembranças de um dos casos criminais mais marcantes do Brasil. O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa e trazia apenas um registro de entrada no país em maio de 2007, sem data de saída. Segundo o Itamaraty, o passaporte já estava cancelado e será enviado a Brasília antes de ser repassado à família. A mãe de Eliza, Sônia Moura, lamentou a forma como a notícia foi divulgada e reafirmou que sua filha está morta, destacando a dor de reviver o episódio.
Eliza Samudio, modelo paranaense, desapareceu em junho de 2010 após se envolver em uma disputa judicial com o goleiro Bruno Fernandes de Souza, então jogador do Flamengo, com quem teve um filho. Em 2013, Bruno foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza, além de sequestro e ocultação de cadáver. O corpo da jovem nunca foi encontrado, o que manteve o caso cercado de mistério e especulações ao longo dos anos.
A descoberta do passaporte em Portugal não altera os fatos já estabelecidos pela Justiça, mas reacende debates sobre falhas na investigação e levanta novas perguntas sobre como o documento foi parar em Lisboa. Para a família, no entanto, a novidade não muda o desfecho: Eliza foi vítima de um crime brutal e sua ausência permanece irreparável. Quinze anos após o assassinato, cada detalhe que surge reforça a dimensão simbólica de um caso que marcou profundamente a memória coletiva do país.
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