Você sabia que, em média, 22% do preço dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros corresponde a impostos? Esse dado revela o peso da carga tributária sobre produtos essenciais e ajuda a explicar por que a alimentação no país é tão cara. Itens básicos da cesta, como feijão, frango, leite em pó e manteiga, têm uma incidência significativa de tributos, que variam de 15% a mais de 30%, dependendo do produto. Isso significa que quase um quarto do valor pago no supermercado não está relacionado ao custo de produção ou distribuição, mas sim ao sistema tributário brasileiro.
O impacto é ainda mais sentido pelas famílias de baixa renda, que destinam cerca de 22% da renda apenas para alimentação, enquanto entre os mais ricos esse peso é de pouco mais de 11%. Em momentos de alta nos preços, como ocorreu recentemente com proteínas e derivados do leite, a combinação de inflação e impostos torna a situação ainda mais difícil.
Especialistas apontam que o sistema tributário brasileiro é complexo e regressivo, ou seja, afeta proporcionalmente mais os que têm menor poder aquisitivo. Por isso, a discussão sobre a reforma tributária ganha relevância: uma das propostas em debate é a desoneração da cesta básica, medida que poderia reduzir o preço dos alimentos e aliviar o orçamento das famílias.
O dado de que 22% do preço dos alimentos corresponde a impostos não é apenas uma curiosidade, mas um retrato de como o modelo atual impacta diretamente o custo de vida. A expectativa é que mudanças na legislação possam tornar a comida mais acessível e garantir que o direito à alimentação seja menos oneroso para todos.
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