Uma turista foi presa em flagrante suspeita de injúria racial contra uma comerciante durante um evento cultural realizado no Pelourinho, em Salvador, na quarta-feira (21). O caso aconteceu na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, um dos principais pontos turísticos da capital baiana, e foi registrado pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin).
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita, natural do Rio Grande do Sul, teria se desentendido com a comerciante após um atendimento no bar onde a vítima trabalhava. Testemunhas relataram que a turista passou a proferir ofensas verbais de cunho racial, utilizando expressões discriminatórias e agressivas, além de cuspir na vítima durante a discussão, o que causou revolta entre pessoas que acompanhavam o evento.
A comerciante afirmou que tentou manter a calma, mas a situação se agravou rapidamente, sendo necessária a intervenção da segurança do local. Ainda assim, segundo o relato da vítima, apenas com a chegada da polícia a suspeita foi contida e encaminhada à delegacia. Durante o registro da ocorrência, a mulher teria mantido comportamento hostil e continuado com falas consideradas discriminatórias, o que foi anexado ao inquérito policial.
A prisão foi efetuada por agentes da Decrin, unidade responsável por investigar crimes de racismo e intolerância religiosa na Bahia. Testemunhas foram ouvidas, e a vítima prestou depoimento detalhado sobre o ocorrido. A suspeita permanece à disposição da Justiça, enquanto o caso segue sob investigação.
O episódio reacendeu o debate sobre o combate ao racismo e à discriminação em espaços públicos e eventos culturais, especialmente em locais históricos e turísticos como o Pelourinho, símbolo da cultura afro-brasileira. A Polícia Civil reforçou que crimes de injúria racial são tratados com rigor e que denúncias devem ser registradas para garantir a responsabilização dos envolvidos.
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