O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) está no centro de uma mobilização política que tem chamado atenção nas redes e nas estradas do Brasil. Desde segunda-feira, 19 de janeiro, ele lidera uma marcha a pé que sai de Paracatu (MG) com destino a Brasília (DF) — uma caminhada de aproximadamente 240 quilômetros, prevista para terminar no domingo 25 de janeiro, na Praça do Cruzeiro na capital federal.
Batizada de “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, a iniciativa reúne parlamentares aliados, lideranças e apoiadores que percorrem a BR-040 em um ato que, segundo Ferreira, é pacífico e busca chamar a atenção da sociedade para questões que ele considera “arbitrariedades no cenário nacional”, como a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, os desdobramentos dos eventos de 8 de janeiro de 2023 e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Até o momento, o grupo já percorreu mais de 120 quilômetros, com etapas de cerca de 36 km no primeiro dia e cerca de 80 km no terceiro dia de caminhada — um esforço físico que tem sido destacado por Ferreira e seus apoiadores.
A mobilização conta com participação de vários políticos da base aliada, incluindo André Ferreira (PL-CE), Carlos Bolsonaro (PL-RJ), Gustavo Gayer (PL-GO), Carlos Jordy (PL-RJ), Fernando Holiday (PL-SP) e outros representantes do cenário político nacional. Também se notou presença de líderes religiosos e figuras públicas que se somaram ao protesto ao longo do trajeto.
Nas redes sociais e entre apoiadores, a caminhada tem gerado engajamento e manifestações de apoio. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por exemplo, publicou mensagens elogiando a liderança de Nikolas e desejando coragem e sabedoria ao parlamentar durante o percurso.
Além disso, surgiu uma mobilização paralela organizada a partir do Rio de Janeiro, com caravanas anunciadas para se juntar ao ato em Brasília na reta final da caminhada.
Apesar de ser anunciado como um ato pacífico, a caminhada também tem gerado questionamentos e críticas. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) alertou para possíveis riscos à segurança dos participantes e dos motoristas na rodovia, destacando que a organização inicial do ato não teria sido devidamente comunicada com antecedência às autoridades de trânsito — o que comprometeria o planejamento de segurança no trecho da BR-040.
Parlamentares de oposição também formalizaram pedidos para que a PRF suspenda o protesto, alegando preocupações com a integridade física dos caminhantes. A assessoria de Nikolas, por sua vez, defende que o movimento é constitucional, pacífico e legal.
Nikolas Ferreira decretou que o ponto alto da mobilização será uma manifestação pública no domingo (25) ao meio-dia, na Praça do Cruzeiro em Brasília, onde espera reunir um grande número de apoiadores e reforçar as pautas defendidas ao longo da caminhada.
Para Ferreira e seguidores, o ato simboliza uma expressão de “compromisso com o Estado de Direito, as liberdades individuais e a justiça”, mesmo diante de posições políticas e judiciais controversas que marcaram o início de 2026.
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