Operação contra crimes sexuais contra crianças prende sete pessoas na Bahia.

Ação da Polícia Civil cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em Salvador e cidades do interior; celulares e computadores foram recolhidos

Uma operação da Polícia Civil da Bahia resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de envolvimento em crimes contra crianças e adolescentes. A ação, batizada de Operação Brilho do Amanhã, foi deflagrada nesta quinta-feira (27) e mobilizou cerca de 120 policiais.

As diligências ocorreram em Salvador, Lauro de Freitas, Itagi e Seabra. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, além de prisões realizadas durante o andamento da operação. Quatro das prisões aconteceram na capital baiana.

Entre os presos estão pessoas de diferentes áreas profissionais. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, dois jornalistas e um policial militar da reserva estão entre os investigados. Também foi preso um homem que trabalhava em uma organização não governamental voltada ao atendimento de menores.

Um dos casos investigados envolve um homem de 24 anos, suspeito de estupro de vulnerável e de produzir e armazenar material de abuso sexual infantil. A investigação identificou, até o momento, pelo menos três possíveis vítimas relacionadas a esse caso.

O policial militar da reserva é investigado por suspeita de abusos contra cinco familiares. As autoridades também apuram a existência de outras possíveis vítimas e a eventual participação de mais pessoas nos crimes investigados.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, computadores e discos rígidos. O material será submetido à análise pericial para identificar possíveis vítimas, novos envolvidos e eventuais conexões entre os investigados.

A operação é coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis, com apoio da Polícia Militar, do Departamento de Polícia Técnica e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização.

A Operação Brilho do Amanhã teve início em 24 de agosto e segue até esta sexta-feira (28), segundo as informações divulgadas. O objetivo é aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos em crimes contra crianças e adolescentes.

As autoridades ainda analisam o material apreendido durante a operação. A expectativa é que os exames possam contribuir para esclarecer a extensão dos crimes investigados e identificar outras possíveis vítimas.

Os investigados são considerados suspeitos e terão direito à defesa e ao devido processo legal. Em um dos casos, a defesa de um médico alvo da operação negou as acusações e classificou as suspeitas como infundadas.

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