Prisão de Bolsonaro: violação da tornozeleira e suspeita de fuga levam STF a decretar preventiva.

Jair Bolsonaro foi preso preventivamente em Brasília no sábado, 22 de novembro de 2025, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após violar a tornozeleira eletrônica e levantar suspeitas de tentativa de fuga. A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro marca um dos momentos mais delicados da política brasileira recente. Aos 70 anos, Bolsonaro vinha cumprindo prisão domiciliar em seu condomínio no Jardim Botânico, em Brasília, quando a Polícia Federal solicitou ao STF a conversão da medida em prisão preventiva. O pedido foi feito na noite de sexta-feira, 21 de novembro, após o senador Flávio Bolsonaro convocar uma vigília em frente à residência do pai, o que foi interpretado como tentativa de mobilização política e obstrução da Justiça. Poucas horas depois, o sistema de monitoramento eletrônico registrou que Bolsonaro tentou violar sua tornozeleira, reforçando o argumento de risco de fuga.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, acatou o pedido da Polícia Federal e determinou a prisão preventiva, destacando que a medida era necessária para garantir a ordem pública e evitar novas tentativas de descumprimento das restrições impostas. Bolsonaro foi levado na manhã de sábado para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde permanece em uma sala especial, aguardando decisão definitiva do STF, prevista para ser referendada em sessão na segunda-feira, 24 de novembro. A repercussão foi imediata. Vizinhos do condomínio chegaram a comemorar a prisão com churrasco e fogos de artifício, enquanto apoiadores do ex-presidente denunciaram perseguição política. Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo, saiu em defesa da família, afirmando que não houve enriquecimento ilícito e que o pai estaria sendo alvo de injustiça. Já Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, recebeu autorização para visitar o marido, mas Moraes exigiu detalhamento dos nomes dos filhos antes de permitir encontros familiares.

Outro fator que pesou na decisão judicial foram as ações dos próprios filhos de Bolsonaro nos últimos meses. Convocações de atos públicos, declarações nas redes sociais e até a fuga de aliados para os Estados Unidos foram interpretadas como tentativas de obstrução de justiça. Esses episódios, somados à violação da tornozeleira, consolidaram o entendimento de que a prisão preventiva era inevitável. O caso abre uma nova fase na trajetória política de Bolsonaro. Além de enfrentar processos judiciais, ele vê seu capital político fragilizado, enquanto o STF reforça sua posição de guardião da ordem institucional. A defesa, por sua vez, classificou a decisão como “profunda perplexidade” e promete recorrer, alegando que não houve intenção de fuga e que a prisão seria desproporcional.

Em resumo, a prisão de Jair Bolsonaro resulta da combinação de fatores: violação da tornozeleira eletrônica, risco de fuga, mobilização política considerada obstrução de justiça e ações de familiares que agravaram sua situação jurídica. O episódio não apenas intensifica a crise política em torno do ex-presidente, mas também sinaliza um momento de tensão entre instituições e apoiadores, com desdobramentos que ainda estão por vir.

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