O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi suspenso por seis meses após o plenário da Câmara rejeitar a cassação de seu mandato. O processo foi motivado por acusações de quebra de decoro parlamentar, incluindo um episódio de agressão a um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) em 2024.
Na véspera da votação, Braga protagonizou um ato de protesto ao se recusar a deixar a cadeira da Presidência da Mesa Diretora, sendo retirado à força.
- Suspensão aprovada: 318 votos favoráveis
- Contrários: 141 votos
- Abstenções: 3
- Ausentes: 50 deputados
A cassação exigia 257 votos, mas a articulação de partidos de centro e aliados do PSOL conseguiu alterar a penalidade para suspensão.
A votação refletiu divisões internas entre partidos e blocos:
| Partido/Bloco | Tendência de voto | Observações |
|---|---|---|
| PSOL | A favor da suspensão | Estratégia para evitar cassação; aliados votaram pela pena menor |
| PL | Maioria contra | Defendeu a cassação do mandato |
| Partidos de centro (MDB, PSD, União Brasil) | Majoritariamente a favor | Construíram acordo para reduzir a pena |
| PT e aliados da esquerda | A favor da suspensão | Apoiaram o destaque que salvou o mandato |
| Republicanos e parte da direita | Divididos | Alguns acompanharam PL, outros apoiaram suspensão |
- Vitória parcial para Glauber Braga: Escapou da cassação e da inelegibilidade de oito anos, mas ficará afastado por seis meses.
- Divisão da oposição: Enquanto o PL manteve a defesa da cassação, partidos de centro preferiram uma solução intermediária.
- Impacto no PSOL: O partido conseguiu preservar o mandato de um de seus principais nomes, mas terá de lidar com a ausência de Braga no plenário.
A suspensão de Glauber Braga expôs alianças momentâneas entre centro e esquerda para evitar uma punição mais severa, ao mesmo tempo em que consolidou a posição do PL como defensor da cassação. O episódio reforça a tensão política na Câmara e abre espaço para novos embates quando Braga retornar ao mandato.
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