O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou recentemente a revogação das sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, sob a chamada Lei Magnitsky. A medida, que havia sido aplicada em julho como parte de uma estratégia de pressão contra o Brasil, foi revertida após encontros e avanços no diálogo entre Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o brasilianista Brian Winter, editor da revista Americas Quarterly, essa decisão representa uma “virada de 180 graus” na política americana em relação ao Brasil. Para Winter, Trump sempre ajusta sua estratégia quando percebe que ela não está funcionando, e neste caso, a aproximação com Lula sinaliza uma mudança clara de prioridades.
A análise sugere que Jair Bolsonaro e sua família ficaram “à deriva” diante dessa reconfiguração. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, que vinha atuando nos Estados Unidos denunciando supostos abusos de Moraes, viu sua influência internacional enfraquecer. De acordo com a analista política Jussara Soares, da CNN Brasil, a retirada das sanções expôs os limites da atuação de Eduardo e reduziu o peso político da família Bolsonaro no cenário externo.
- Para Lula: A decisão fortalece sua posição diplomática, mostrando capacidade de diálogo direto com Trump e abrindo espaço para cooperação bilateral.
- Para Bolsonaro: Representa um isolamento crescente, já que sua principal ponte internacional — a proximidade com Trump — foi enfraquecida.
- Para os EUA: A mudança reflete a flexibilidade da política externa de Trump, que privilegia resultados imediatos e pragmáticos em detrimento de alianças ideológicas.
| Atores envolvidos | Situação antes da decisão | Situação após a decisão |
|---|---|---|
| Trump | Alinhado com Bolsonaro, apoiando sanções contra Moraes | Aproxima-se de Lula, revoga sanções |
| Bolsonaro | Contava com apoio de Trump para pressionar STF | Fica isolado, sem respaldo americano |
| Eduardo Bolsonaro | Tentava influenciar política americana contra Moraes | Perde relevância e credibilidade internacional |
| Lula | Buscava abrir diálogo com Trump | Consolida aproximação e ganha força diplomática |
- Para Bolsonaro: O isolamento pode reduzir sua capacidade de articulação internacional e enfraquecer sua base política interna.
- Para Trump: A mudança pode gerar críticas de setores conservadores que esperavam alinhamento contínuo com Bolsonaro.
- Para o Brasil: A nova configuração pode intensificar disputas internas, já que o apoio externo a Lula fortalece sua posição frente aos adversários.
A decisão de Trump marca um reposicionamento estratégico que deixa Bolsonaro em segundo plano e reforça a importância de Lula no cenário internacional. Analistas avaliam que essa mudança pode redefinir o equilíbrio político entre os dois líderes brasileiros e suas relações com os Estados Unidos.
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