Dois fortes tremores atingiram o norte do país em menos de um minuto, provocando o colapso de edifícios, interrupção de serviços essenciais e uma grande operação de resgate.
A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos na quarta-feira (24). Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e causaram destruição em diversas regiões, principalmente na capital, Caracas, e no estado de La Guaira.
De acordo com as autoridades venezuelanas, ao menos 164 pessoas morreram e cerca de mil ficaram feridas. Equipes de resgate seguem trabalhando sem parar em busca de sobreviventes sob os escombros, enquanto milhares de pessoas continuam desaparecidas. Especialistas alertam que o número de vítimas pode aumentar significativamente à medida que os trabalhos avançam.
Diversos prédios residenciais e comerciais desabaram, além de danos em hospitais, escolas, estradas e outros prédios públicos. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar precisou ser fechado temporariamente, e serviços de transporte, energia elétrica e telecomunicações foram afetados em várias localidades.
O governo venezuelano decretou estado de emergência e mobilizou forças de segurança, bombeiros e equipes médicas para atender as áreas mais atingidas. Países como Estados Unidos, Espanha, México e outros anunciaram apoio humanitário e envio de equipes especializadas para auxiliar nas operações de resgate.
Moradores relataram momentos de desespero durante os tremores. Muitos deixaram suas casas às pressas e passaram a noite em áreas abertas por medo das fortes réplicas, que continuam sendo registradas desde o desastre.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os terremotos ocorreram em uma região de intensa atividade sísmica, onde há interação entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul. A profundidade relativamente baixa dos abalos contribuiu para aumentar o nível de destruição.
As autoridades pedem que a população permaneça longe de edifícios danificados e siga as orientações da Defesa Civil, já que novas réplicas ainda podem ocorrer nos próximos dias.
A tragédia é considerada a mais grave registrada na Venezuela desde o terremoto de Caracas, em 1967, e representa um enorme desafio humanitário para um país que já enfrenta dificuldades econômicas e estruturais.
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