A Venezuela segue vivendo dias de dor e reconstrução após os fortes terremotos que atingiram o norte do país no fim de junho. Passados vários dias desde a tragédia, equipes de resgate continuam trabalhando entre os escombros em busca de desaparecidos, enquanto milhares de famílias enfrentam a perda de suas casas e de seus entes queridos.
O balanço mais recente divulgado pelas autoridades aponta 2.954 mortes, mais de 16.500 feridos e cerca de 16 mil pessoas desalojadas. O estado de La Guaira, próximo à capital Caracas, foi o mais atingido pelos dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, que provocaram o desabamento de centenas de edifícios e deixaram um cenário de destruição.
As operações de resgate continuam, embora as esperanças de encontrar sobreviventes diminuam com o passar dos dias. Equipes da Venezuela e de diversos países participaram das buscas, mas, em muitas áreas, os trabalhos já entraram na fase de recuperação de corpos e remoção de toneladas de escombros.
Além da devastação causada pelos tremores, o país enfrenta uma crescente crise humanitária. Hospitais operam sob forte pressão, milhares de pessoas vivem em abrigos improvisados e organizações internacionais alertam para o risco de surtos de doenças devido às condições precárias de saneamento e ao grande número de desabrigados.
Segundo estimativas de organismos internacionais, os prejuízos materiais podem ultrapassar US$ 37 bilhões, tornando esta uma das maiores tragédias naturais da história recente da Venezuela. A reconstrução deve levar anos e exigirá amplo apoio internacional para que o país consiga recuperar sua infraestrutura e atender a população afetada.
Enquanto isso, o povo venezuelano segue enfrentando um dos momentos mais difíceis de sua história, em meio ao luto, às operações de socorro e à esperança de reconstruir as cidades devastadas pelos terremotos.
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