Crime ocorreu no Setor Parque Lago, em Formosa (GO), e teria sido motivado por uma dívida superior a R$ 250 mil. Três suspeitos são investigados e continuam foragidos.
Uma sequência de imagens de câmeras de segurança ajuda a revelar como uma cobrança de dívida terminou em uma chacina em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Segundo as investigações, apenas 11 segundos se passaram entre a chegada das vítimas à frente de uma residência e o início dos disparos que mataram quatro homens.
O crime aconteceu na tarde de terça-feira (11), no Setor Parque Lago. As vítimas foram identificadas como Luiz Antônio Rodrigues, Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio e André Ferreira. Duas delas foram atingidas ainda dentro de uma caminhonete.
De acordo com o Correio Braziliense, o grupo teria ido até o endereço para cobrar uma dívida superior a R$ 250 mil, relacionada a negociações envolvendo veículos, caminhões, maquinários e transferência de dinheiro. A principal linha de investigação aponta que o conflito estaria relacionado à venda de um caminhão pelo filho de um policial militar da reserva.
As imagens analisadas pela polícia mostram uma caminhonete Volkswagen Amarok, de cor cinza, chegando à Rua 3. Poucos segundos depois, os ocupantes são surpreendidos por uma sequência de disparos.
A polícia afirma que foram efetuados quase 30 tiros. As marcas dos disparos ficaram registradas no veículo, no chão e nos portões da residência do policial e de um imóvel vizinho.
Segundo a delegada Luana Alves de Souza, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), três pessoas teriam participado dos disparos.
Entre os investigados estão um policial militar da reserva, o filho dele e um terceiro suspeito, morador de Planaltina de Goiás. Até a publicação da reportagem do Correio Braziliense, os três permaneciam foragidos.
A polícia apreendeu duas armas encontradas na residência e na calçada onde ocorreu o crime. Os armamentos foram encaminhados para análise.
A delegada explicou que o laudo do local ainda será fundamental para esclarecer se houve ou não troca de tiros. Apesar disso, a investigação aponta, até o momento, três autores envolvidos na ação.
As autoridades também apuram as relações financeiras entre vítimas e suspeitos. Segundo a investigação, os envolvidos mantinham negociações de longo prazo envolvendo veículos, caminhões, maquinários e dinheiro.
A polícia também informou que dois dos três suspeitos possuem antecedentes relacionados a estelionato e outros crimes.
Entre os mortos estava Gustavo Fernandes Graças, que teve atuação na Prefeitura de São João da Aliança (GO). Ele ocupou o cargo de secretário de Agricultura e Transportes entre 2017 e 2019 e, posteriormente, trabalhou na Secretaria Municipal de Transportes, entre 2020 e 2024.
Luiz Antônio Rodrigues e Gustavo Fernandes moravam em São João da Aliança, enquanto Gustavo Aurélio e André Ferreira haviam viajado de São Paulo para Formosa dias antes do crime.
A investigação continua para esclarecer a dinâmica completa da chacina, identificar a participação de cada suspeito e localizar os três investigados.
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