Subtenente do Bope morto no Rio era irmão de sargento que perdeu a vida em megaoperação policial.

Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, foi baleado durante um confronto entre equipes da Polícia Militar em Jacarepaguá. Outros cinco policiais ficaram feridos; o caso está sendo investigado.

Uma tragédia envolvendo policiais militares no Rio de Janeiro ganhou ainda mais repercussão após a confirmação de que o subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, morto durante uma troca de tiros entre equipes da própria corporação, era irmão do sargento Heber Carvalho da Fonseca, que morreu durante uma megaoperação policial realizada em outubro de 2025.

Gláucio morreu na manhã de domingo (11), na região de Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realizavam uma abordagem a um veículo quando policiais do 18º Batalhão de Polícia Militar chegaram ao local.

De acordo com a versão apresentada pela corporação, os agentes do batalhão de Jacarepaguá teriam confundido a abordagem realizada pelos colegas com uma ação criminosa. A baixa luminosidade da região é apontada como um dos fatores que podem ter contribuído para o erro de identificação.

A confusão terminou em um intenso tiroteio, que atingiu seis policiais militares. Gláucio não resistiu aos ferimentos, enquanto outros cinco agentes ficaram feridos e precisaram de atendimento médico.

A morte de Gláucio provocou comoção por causa da história da família. Seu irmão, o sargento Heber Carvalho da Fonseca, também integrante do Bope, morreu em outubro de 2025 durante a Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro.

A operação ficou marcada pela grande quantidade de mortos e pela repercussão nacional dos confrontos entre forças de segurança e criminosos.

Com a morte de Gláucio, a família enfrenta uma segunda perda de um policial militar em menos de um ano. O subtenente tinha 26 anos de serviço na Polícia Militar, a maior parte deles dedicada ao Bope, e deixou três filhos.

A sequência de tragédias reacendeu o debate sobre os riscos enfrentados pelos profissionais de segurança pública e a necessidade de protocolos eficientes de comunicação e identificação durante operações policiais.

A Delegacia de Homicídios da Capital e a Corregedoria Interna da Polícia Militar estão investigando o caso para esclarecer como ocorreu a troca de tiros e determinar as responsabilidades dos envolvidos.

As armas utilizadas pelos policiais foram apreendidas para perícia, e os agentes envolvidos prestaram depoimento. A Polícia Civil também solicitou as imagens das câmeras corporais para auxiliar na reconstrução dos acontecimentos.

O governo do estado informou que prestará assistência às vítimas e aos familiares. O corpo de Gláucio foi sepultado na segunda-feira (12), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da identificação equivocada e a sequência de disparos que resultou na morte do subtenente.

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